“E entre toda a multidão, quantos vão pelo seu bem?”
“Quando cruzamos o olhar, é como se ali, fossem ditas milhares de coisas. No entanto, sem falar absolutamente nada. É no olhar, que eu me entrego. E é pelo olhar, que eu o reconheci. Já nos conhecíamos, não é possível. Tanta compatibilidade, tantas coisas em comum. Eu confesso que fiquei assustada por diversas vezes com essas surpresas da vida. Porém, ainda mais, quando sentados na mesa, o garçom veio e disse ”marguerita, calabresa, quatro queijos.” E nós dois, no mesmo instante, dissemos, juntos: Quatro queijos! E rimos, depois. E só de rir, parece que eu já ouvi esse riso em algum lugar, em algum tempo. Não sei. Impressões, coincidências. Peças que nos pregam e vira e mexe, nos faz assim: leves, felizes, cantarolando em dia de chuva, repassando cada detalhe dos momentos juntos. Agradecendo à vida e à Aquele que nos deu ela também.”
“Não sabia mais o que dizer. Estava tudo diferente. Não frequentava os mesmos lugares, não tinha as mesmas amizades. Mas não era o mundo em sua volta que havia mudado, era dentro de si. Era ali onde tudo havia se transformado.”